Educação

Greve pela Vida é a mais longa na rede municipal de São Paulo

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Os 100 dias da Greve pela Vida na rede municipal de São Paulo foram celebrados em 20/5, em live promovida pelo deputado Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi, ambos do PSOL. No evento, depoimentos emocionados de educadores deram conta de que essa é uma greve especial, já que seu objetivo é resguardar o bem maior, a vida.

Um exemplo foi a fala de Vânia de Azevedo, diretora da Emef Edgard Cavalheiro, na Penha, que comemorou a combatividade dos educadores lotados na unidade. “Há 100 dias, nem professores nem alunos põem os pés na nossa escola”, disse, ressalvando que o trabalho online é intenso.

O trabalho presencial na Emef Edgard Cavalheiro ficou resumido a um plantão em que dirigentes e quadro de apoio se revezam para manter a escola aberta. Como a ausência de alunos permite um bom isolamento social, Vânia acredita que não tenha sido lá que o auxiliar técnico de educação (ATE) Juliano, lamentavelmente, tenha se infectado. Sua morte, a única na unidade, também foi bastante sentida pelo assistente de direção Saulo Marques.

O ponto de vista dos ATEs foi levado pelo sindicalista Gérsio Souza, que considera atividades como a entrega de cestas básicas para a comunidade um desvio de função inaceitável, uma vez que a atribuição caberia à pasta da assistência social. Juntos, dirigentes e o quadro de apoio foram constrangidos a trabalhar, presencialmente, durante todo o ano de 2020, ainda que em regime de plantão. “Sem trabalho remoto para todos, [a negociação da greve] será uma derrota”, resumiu.

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