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Maio de 2015

 

O desprezo da burocracia da SEE por seus servidores

 

O caso da professora Rosaly Semira Carmicoli é exemplarmente triste no que diz respeito ao desprezo com que a burocracia da Secretaria Estadual da Educação trata os seus servidores. Rosaly tem hoje 72 anos de idade. Trabalhou durante 43 na educação pública e hoje está aposentada. Poderia estar feliz, tranquila, em casa, gozando os benefícios de sua merecida aposentadoria.

 

Poderia, mas não está!

 

Rosaly aguarda, aos 72 anos, que o Estado de São Paulo - o mais rico da nação e um dos mais avançados tecnologicamente -, depois de quatro anos (isso mesmo, quatro anos) de enrolação nas malhas da burocracia, acerte sua vida funcional e pague a ela o que lhe é devido pela administração, por obrigação, dever e responsabilidade.

 

Impossível ser feliz assim. Impossível, dia após dia, dormir calmamente sabendo que há anos o Estado de São Paulo, via Secretaria Estadual de Educação/Diretoria de Ensino Sul 1, se esquiva de acertar sua vida funcional e pagar o que lhe é devido.

 

São oito quinquênios, sexta parte e abono permanência.

 

Não é pouca coisa. É a história de uma vida dedicada à educação, muito mais do que o período regulamentar exige, que vai pelo ralo da incompetência proposital desta máquina emperrada, abusada e desrespeitosa.

 

Até hoje sua aposentadoria não foi regularizada e tampouco publicada no Diário Oficial. Isso mesmo: até hoje, quatro anos depois de iniciada a trajetória da burocracia da aposentadoria.

 

Rosaly vai, com a frequência que a vida lhe permite, aos órgãos de responsabilidade, aí incluídos SPPrev e Diretoria de Ensino Sul 1, atrás de respostas. Está cansada de não ser ouvida, não ser atendida, não ter resposta e sequer informações. As únicas que recebe não são mais do que um contínuo jogo de empurra, de barriga em barriga, sempre escondendo responsabilidades e erros, protelando - sabe-se lá até quando - um acerto que deveria ter acontecido há quatro anos. Seus documentos, que poderiam facilitar o acerto de sua vida funcional, descansam em alguma mesa da insana burocracia da Diretoria de Ensino Sul 1. Ou de algum órgão central da Secretaria. Ou em SPPrev. Quem pode saber?

 

O estarrecedor caso da professora Rosaly não é o único dessa monta. Mas exemplifica como a máquina burocrática da Secretaria Estadual da Educação trata os seus servidores: com desprezo, com desinformação, com negação de direitos, com abuso de poder, com ironia.

 

Senhores dirigentes: como dormir com a consciência tranquila?

 

Com a palavra o dirigente da DE Sul 1, o presidente da SPPrev e o secretário de Educação.

 

*Carlos Giannazi é deputado pelo PSOL e membro efetivo da Comissão de Educação e Cultura.

 

Carlos Giannazi é professor universitário, diretor de escola pública, mestre em Educação e doutor em História (USP). Foi vereador da capital de 2001 a 2007, candidato a prefeito de São Paulo em 2012 e, como deputado estadual, sempre apoiou e participou ativamente das lutas pela melhoria dos serviços públicos de qualidade como Educação, Saúde, Segurança, Meio Ambiente, Transportes, Cultura e Lazer — antes, durante e após as jornadas de junho de 2013. Por isso atua fortemente por mais investimentos nessas áreas, sobretudo na valorização dos servidores que oferecem esses serviços à população.

 

Um dos mais críticos, independentes e combativos deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo, Giannazi fiscaliza o governo diuturnamente e denuncia todas as irregularidades deste ao Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado e imprensa. Apresenta projetos de lei, organiza audiências públicas, propõe e apoia lutas sociais dos diversos segmentos da sociedade em todo o estado.

 

Como educador, é uma referência na defesa da escola pública de qualidade e da valorização dos profissionais da Educação.

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