Audiência debate precarização do ensino EaD

09 de setembro de 2019

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A audiência promovida em 4/9, na Alesp, debateu a precariedade da Educação a Distância (EaD), modalidade cada vez mais presente no ensino superior privado, inclusive nos cursos presenciais, nos quais pode ocupar até 40% da carga horária. O evento foi coordenado por Carlos Giannazi e contou com a participação de educadores, estudantes e representantes da Defensoria Pública, de entidades sindicais e de conselhos profissionais.

 

Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores (Fepesp), remeteu a origem do problema à má gestão do Fies, que garantiu às faculdades “receita certa e cliente cativo”. O novo mercado atraiu grandes grupos econômicos, que viram no EaD uma forma de ampliar a lucratividade.

 

O ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher explicou que quando uma empresa educacional é negociada na bolsa, sua cotação é medida diariamente com base na expectativa de lucro. Um exemplo foi a reestruturação da Estácio de Sá em 2017, com a demissão de 2 mil trabalhadores, que fez seus papéis valorizarem 8% em um único dia. Por isso, ele vê a crise do Fies de 2015 como a grande impulsionadora do EaD, já que passou a ser nova promessa de lucro certo.

 

Entre os encaminhamentos da reunião, Giannazi vai intermediar uma reunião no Colégio de Líderes com representantes do Fórum dos Conselhos de Saúde para aprovação do PL 52/2017, que exige carga horária 100% presencial em cursos como medicina, odontologia e psicologia.

 

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